Custe o que custar
Dezembro 16, 2008
Olá meus amigos, como vão os dezembris de vocês? (Dezembril é um nome para os pacatos dias de dezembro. Dezembro + Bril, Dezembril. Podre!) Aqui em Campo Grande eu pude presenciar muitas chuvas, de manhã e de tarde, chuvas lindas de se admirar, vale a pena. Nesses muitos dias aconteceram tantas coisas que enumerá-las vai ser difícil, mas não posso deixar de contar a alegria de torcer para um time hexa-campeão. Hahahaha. Ou de contar como minha mente anda sonhadora, estou sonhando demais da conta. Todos os dias, e alguns dias ainda com dose dupla. E tem sido bom, alguns sonhos ruins, mas na sua maioria os sonhos foram bons.
Mas, o título de hoje é Custe o que custar, e tema de um dos programas que só tem crescido na audiência nos ultimos meses, do tipo que mesclou características de humor, ironia, compromisso e deu certo. Atrai muitas pessoas e hoje foi caracterizado por uma frase muito boa. “Amo assistir em casa, odeio participar aqui” e realmente é esse o espiríto da coisa.
Custe o que custar, nós vamos protestar, custe o que custar vamos alcançar o nosso objetivo. Esse é o lema.
Se fizermos uma comparação com o que nós vivemos hoje em dia, nada é muito diferente, chega até a ser pior.
Vivemos em um mundo CQC, custando o que custar para todos alcançar seus objetivos e não interessa a ninguem o que eu quero. Porque quem quer sou eu , e para isso, pago qualquer preço para alcançar, qualquer preço.
Ser o melhor da turma, Ser o melhor to trabalho, alcançar uma renda ‘x’, alcançar fama, tudo está em jogo no CQC da nossa vida.
O Senso de solidariedade e comunidade se perde em meio a tudo isso, a visão de que precisamos pensar na sociedade e que o indíviduo não é a finalidade( e sim é um meio(by Marx) para atingir o bem estar está perdido, infelizmente. E faz parte da nossa natureza querer ser ‘o’ melhor, ‘o’ cara. E custe o que custar temos que ser, a sociedade exige isso, o sistema exige isso.
Aprender talvez a alegria que é proporcionar alegria aos outros ou a comunidade, aprender que sem os outros não somos nada. Aprender que sem ninguém, somos ninguém. Aprender que um dia alguém pagou um preço muito maior pra você não precisar pagar um outro preço, custando o que custar.
Abraços e até mais.
João V.